Um encontro com nosso “deus” – ou com Deus!

Facilmente nós nos apegamos em coisas e/ou em pessoas! Isso faz parte de quem somos. Mas quando saber se esse nosso apego não se deve ao fato de que algo ou alguém se tornou nosso deus? Essa pergunta, com toda a certeza, não é simples de ser respondida. Talvez você já teve a sensação de que alguma coisa, em sua vida, tomou o lugar de Deus.

Essa era a pergunta por detrás do pedido de Deus para Abraão, quando este pede que ele sacrifique seu filho Isaque. Este filho era, para Abraão, o cumprimento da promessa que Deus lhe havia feito. Certamente Isaque era central e de extrema importância para Abraão – não poderia ser diferente. Mas a pergunta era: será que Isaque havia se tornado um deus para Abraão?

Diálogo:
Como você imagina que Abraão se sentiu em relação a Deus com o pedido do sacrifício de Isaque?
Do que você teria dificuldade de abrir mão?

 

Leitura de Mt 19.16-22

Este homem, do qual não sabemos o nome, tem muitas características marcantes – normalmente o identificamos apenas como um jovem rico. Mas o texto apresenta outras características. Uma delas ele mesmo mostra: ele era alguém incompleto! Apesar de sua religiosidade e de seu sucesso na vida, ainda assim algo lhe faltava. Ele buscava a eternidade, pois nada do que tinha ou fazia (nem mesmo o seu aparente cumprimento das leis) preenchia o vazio que ele sentia. Ele era um homem imperfeito (Mt 19.21).

No final, este homem, apesar de seu desejo de encontrar a eternidade, sai triste e decepcionado. Aquilo que ele possuía havia se tornado seu Deus – ele não consegue abrir mão de se “Isaque”. No fundo ele não possuía muitos bens, mas na realidade ele era possuído pelos seus bens – suas posses definiam e controlavam sua vida. Ou seja, o problema deste homem não era o seu dinheiro, mas a maneira como lidava com o dinheiro e como este havia se tornado seu “deus. O que acontece com ele pode acontecer com qualquer um – o dinheiro que temos pode se tornar nosso “deus” e, do mesmo modo, o dinheiro que não temos pode se tornar “deus”.

Talvez este homem seja um retrato de muitas pessoas, as quais travam uma busca incansável por uma vida plena, mas permanecem vivendo um vazio, apesar de seu sucesso. Este homem é o nosso retrato no momento em que “coisas” se tornam o centro de nossa vida e passam a definir quem somos como agimos.

O encontro com Jesus pode ser um encontro com Deus e com a eternidade – ou apenas um encontro com nosso “deus”, como foi para o jovem rico. Há duas maneiras de sair desse encontro: sair com a eternidade ou triste e incompleto.

Leia Mt 6.19-26

Diálogo:
O que Jesus lhe pediria, caso você estivesse no lugar desse homem?
Como você se sentiria se Jesus lhe pedisse para abrir mão de suas posses?
O que são os tesouros no céu?

 

Talvez nosso primeiro pensamento diante do desafio de abrir mão de algo seja em relação a nossa família. Certamente a família pode se tornar nosso “deus”. Mas talvez a família não seja nossa maior dificuldade quando o tema é “quem é nosso deus?”.

É comum dizer e ouvir “família em primeiro lugar”. Mas será que, na prática, realmente vivemos como se a família estivesse em primeiro lugar? Porque então, diversas vezes, não temos tempo para investir em nossa família? Porque desmarcamos compromissos com a família quando surge algum imprevisto no trabalho? Se a família está em primeiro lugar, não faria mais sentido cancelar um compromisso do trabalho para ter um tempo com a família?

Qual a razão para você levantar da cama de manhã? O que tem prioridade na tua agenda? Talvez essas duas perguntas sejam um caminho para refletirmos sobre o que tem sido central e talvez tem assumido o lugar de Deus em nossa vida. Talvez não seja o dinheiro, mas nossos relacionamentos – talvez nossa meta de ser promovido no trabalho ou nosso diploma na faculdade.

“Não tenho tempo para isso” – não é raro ouvir e dizer essa frase. Nossas agendas estão lotadas e não paramos de correr. Corremos de um lado para o outro – talvez nem sabemos o que procuramos ou onde queremos chegar. Talvez nossa correria é consequência de um sentimento como do jovem rico: sou incompleto. A correria pode ser uma busca pela eternidade e um desespero por não a encontrar em lugar nenhum. Talvez não temos tempo para mais nada porque diversas coisas têm nos possuído e tem definido quem somos e o que fazemos.

Reflita sobre esta música, que fala de nossas buscas e desejos. Repare bem: muitas vezes nem sabemos o que procuramos, mas tudo o que buscamos nós podemos encontrar em um único lugar – em Cristo. Ouça a música “Tudo no mesmo lugar”, da banda Crombie: https://www.youtube.com/watch?v=el5eOuQbXjs

 

Uma experiência que nos toque
Uma placa que indique a direção
Um remédio pra sarar a dor
Uma porta que se abra logo ali

Uma fresta que ventile o ambiente
Uma tranca que nos livre do ladrão
Uma joia que nos sirva de enfeite
Uma novidade que nos ilumine a escuridão

Uma voz que cante uma bela cantiga
Um dizer que nos alegre o coração
Uma colcha de retalhos colorida
Uma história que nos prenda a atenção

Tudo o que a gente mais deseja
Mesmo não sabendo bem do que se trata
Tudo o que é sorriso de felicidade
A gente encontra no mesmo lugar

E quem saiu a procurar, chorando solidão
Voltou em paz feliz da vida
Lembrando da canção

 

Diálogo:
Como administrar a necessidade de ter metas e objetivos e, ao mesmo tempo, a necessidade de encontrar tempo para os tesouros do céu?
O que tem roubado seu tempo e tem te possuído?
O que mais lhe chama a atenção na letra da música?

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