Qual meu Status?

Sou filho ou escravo?

Como posso ter certeza de que sou filho de Deus?

Vivemos numa época em que muitos conceitos são generalizados, diluídos, por assim dizer. A exemplo, a expressão “filho de Deus”. É usada de forma ampla, como se todos fossem, ou como se tal status, desse direitos especiais a todos!

Por outro lado, dentre os filhos de Deus, muitas vezes há dúvidas quanto ao pertencimento à esta família da fé. Muitos acham que são filhos por cumprirem os mandamentos. Será?

 

Contexto bíblico: observaremos o texto de Gálatas 4, em que dois possíveis status são confrontados:

  • escravos dos princípios elementares do mundo;
  • filhos de Deus;

No entanto, uma transição do primeiro ao segundo status é proposta, sendo resumida no verso final do texto em estudo:

“Assim, você já não é mais escravo, mas filho…”  Gálatas 4.7a

 

Escravo ou Filho? Qual status de seu Perfil?

 

ESCRAVIDÃO….

Digo porém que, enquanto o herdeiro é menor de idade, em nada difere de um escravo, embora seja dono de tudo.

No entanto, ele está sujeito a guardiães e administradores até o tempo determinado por seu pai.

Assim também nós, quando éramos menores, estávamos escravizados aos princípios elementares do mundo.

Gálatas 4.1-3

 

Esclarecendo o tipo de escravidão…

O texto não sugere que deixemos de ser escravos, no sentido de servos de Deus! Pois, esta escravidão, carrega em si um conceito de “pertencimento”: o escravo de Deus, pertence a Deus.  

 

Mas, a escravidão à qual Gálatas 4 se refere, é a escravidão dos “princípios elementares do mundo”, cf. Gálatas 4.3:

Quais são os “princípios elementares do mundo” aos quais estamos/estávamos escravizados?

O teólogo inglês John.Stott, apresenta no seu comentário à Carta aos Gálatas a seguinte compreensão: princípios elementares, ou ainda rudimentares, são aspectos básicos, elementares. No período do Antigo Testamento, elementar era a lei, como expressão do desejo de Deus para o ser humano! Deus queria que a lei revelasse o pecado e levasse os homens a Cristo, por então perceberem que dele necessitam. Assim, a lei era elementar, sendo posteriormente completada por Cristo Jesus, que inclusive cumpriu a lei.

 

“Deus pretendia que a lei fosse um passo intermediário na nossa justificação; Satanás usa-a como passo final para a nossa condenação. Deus pretendia que a lei fosse um degrau para a liberdade; Satanás usa-a como um beco sem saída, enganando os simplórios e levando-os a crer que não há escape de sua terrível escravidão.” John Stott

 

Diálogo: qual a função da Lei do Antigo Testamento na sua vida? Ela aponta para Cristo, ou uso ela para me iludir, como os fariseus, de que posso ser bom sem Cristo?

 

FILIAÇÃO

Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da lei,

a fim de redimir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a adoção de filhos.

Gálatas 4.4,5

 

Redenção (redimir) e Adoção são palavras chaves aqui!

Primeiramente precisa acontecer um resgate de um estilo de vida que busca cumprir a lei como meio de justificação diante de Deus! Entenda bem, buscar viver a lei é positivo! Mas, achar que se consegue cumpri-la, e ainda mais, por tal cumprimento imagina-se que pode-se agradar a Deus, é pura religiosidade, na qual Jesus é apenas coadjuvante, reduzido a mero exemplo! Por isso, disto precisamos ser redimidos, resgatados!

 

Em seguida, a adoção é possível! Enquanto não somos libertos da religiosidade que acontece também no âmbito da igreja, Cristo não é central, e portanto não vivemos nele como único caminho ao Pai!

 

Parece simples? Mas, para poder fazer de nós, humanos, seus filhos, Deus moveu a eternidade:

  • Deus envia seu Filho!
  • Concebido pelo Espírito Santo!
  • Submetido à mesma realidade, como nós: precisa lidar com a lei, mas, com uma diferença, ele a cumpre!
  • Concede seu Espírito Santo, que nos possibilita o acesso e o entendimento do novo Status, Filho/a de Deus, chamando agora Deus de Pai!

 

Reflita: “A vida cristã não é uma escravidão à lei, como se a nossa salvação estivesse numa balança e dependesse de nossa obediência meticulosa e servil à letra da lei. Na realidade a nossa salvação repousa na obra consumada de Cristo, no fato de ter ele assumido o nosso pecado, fazendo-se na sua morte, maldição em nosso lugar, através da fé.” John Stott

 

Diálogo: Em que medida sou cristão porque me baseio nesta obra consumada de Cristo?

 

Certeza da filiação?!

E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho aos seus corações, o qual clama: “Aba, Pai”.

Assim, você já não é mais escravo, mas filho; e, por ser filho, Deus também o tornou herdeiro.

Gálatas 4.6,7

 

A certeza de sermos filhos de Deus, portanto, não vem por algo que temos feito, mas, pelo milagre do agir do Espírito de Deus. O mesmo Espírito que nos faz crer que Jesus é o Senhor, I Co 12.3, passa a habitar nossas vidas a partir desse crer em Cristo!

O Espírito Santo testemunha/confirma ao nosso espírito que somos filhos de Deus, leia Romanos 8.16.

 

Diálogo: Você percebe este testemunhar do Espírito Santo com seu espírito? Lembre-se que ela de forma mais regular está vinculada à leitura/meditação do texto bíblico!

 

Reflita:

“O Espírito Santo não é cético, e as coisas que Ele grava em nosso coração não são dúvidas ou opiniões, mas afirmações – mais seguras e mais dignas de confiança do que o próprio sentido ou a vida.” Martinho Lutero

 

Oração:

  • Se seu Status é de “Filho/a de Deus, pois vives pela fé no que Cristo fez, ore para assim continuar, dependendo adiante da obra consumada por ele!
  • Se você não sabe se seu Status é “Filho/a de Deus”, peça ao Senhor que seu Espírito o revele a ti a suficiência de Jesus Cristo!

 

Se você ficou com dúvida quanto à sua própria fé, busque uma aproximação da Bíblia, lendo-a na perspectiva de que o que Cristo fez está consumado! Leia os evangelhos, como Lucas e João, ou ainda cartas como a de Paulo aos Romanos.

Peça que uma pessoa lhe auxilie nas reflexões! Compartilhe sua dúvida com alguém da caminhada de fé e busque a comunhão, ou seja, o estar junto com outros irmãos!

 

 

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