PG Resistir e Persistir

Erguer a cabeça e continuar pedalando… simples assim?

No culto do dia 07/08 fizemos uma analogia da resistência que um ciclista precisa ter para prosseguir. Num campeonato de estrada, como “Tour de France”, são mais de 20 dias seguidos de competições, em que o atleta, após um desgaste enorme diário por ter pedalado centenas de km, precisa resistir aos sofrimentos e desgaste do corpo para prosseguir no dia seguinte!

 

Resistir aos mais diversos sofrimentos e frustrações que enfrentamos é uma lição que poderíamos tirar da modalidade esportiva “Ciclismo Estrada”!

Pois, na nossa vida também é assim! Lutas e dificuldades enfrentamos constantemente, o desafio está em “erguer a cabeça” e “continuar pedalando”, apesar das “dores e do cansaço”.

 

Vimos que a história de Noemi e Rute também foi marcada por dificuldades e lutas! Mas, optamos em focar, não nas lutas, mas na resistência que esta mulher demonstrou!

 

  • Noemi passa fome com seu marido e dois filhos em Belém da Judéia;
  • Eles mudam para outro país, Moabe. Para um judeu há certo sofrimento na integração, pois os moabitas têm outros deuses;
  • Depois de um período em Moabe, o marido de Noemi faleceu;
  • Os filhos, Malom e Quiliom, casam-se com mulheres moabitas, Rute e Orfa;
  • E por fim os filhos falecem também. Noemi está aparentemente sozinha.

 

DIÁLOGO: quais situações difíceis nós já enfrentamos e que quase nos fizeram desistir?

 

Permanecer em Moabe é uma possibilidade, voltar à Belém, onde já não há mais falta de alimento, lhe parece mais interessante, veja Rute 1.6. Apesar de anos distante, ela poderia tentar se reintegrar à sua antiga terra!

 

A história completa você pode ler em Rute 1. As noras acompanham a sogra, pois era costume na época acompanhar por parte do trajeto o seu hóspede, talvez assim consideraram Noemi, por ser mulher estrangeira.

 

Orfa retorna, mas Rute prossegue junto com Noemi de forma bem decidida, leia Rute 1.15-18. Nesse ponto temos uma decisão profunda de Rute: seguir com Noemi para Belém é seguir o Deus de Noemi. Precisamos considerar na época que cada país, cada povo tem seus deuses!

Por que Rute queria seguir o Deus de Noemi? Essa parte da história nos faz constatar de que Noemi, apesar de se considerar amarga, Rt 1.20, ela não desiste do seu Deus!

 

DIÁLOGO: podemos ser um testemunho do nosso Deus em meio ao sofrimento?

Qual lição Noemi nos ensina, Rute 1.21,22?

 

Apesar do capítulo 1 do livro de Rute chegar ao fim com o retorno amargurado de Noemi a Belém, vemos nela uma pessoa que não abriu mão de sua fé! Ela sofre, ela considera o Senhor Todo Poderoso como o causador de suas aflições, mas ela não larga mão deste Senhor! Ou seja, não precisamos dizer apenas coisas agradáveis, desenvolvendo assim uma falsa religiosidade, ou um relacionamento superficial com o Senhor. Pois, se estou frustrado com ele, ou amargurado e não o expresso, é um relacionamento que finge alguma coisa! Noemi nos ensina que podemos expressar diante dele nossos reais sentimentos! O que Deus quer é que NÃO DESISTAMOS dele, mas que PERSISTIMOS com ele!

 

O restante do livro de Rute é uma amostra do cuidado de Deus com os menos favorecidos, pois baseia-se nas leis do Antigo Testamento! Precisamos considerar que, nesta época, as mulheres dependiam totalmente dos homens para sua subsistência. Duas viúvas chegando em Belém, significa, duas pessoas dependentes da bondade alheia!

 

Deus não as abandona – promove sustento pela sua lei!

A lei previa que se deixasse os cantos dos campos para os pobres colherem e terem sua provisão, confira Levítico 23.22.

Ao fim do primeiro dia de colheita de Rute, ela retorna pra casa, sem saber que colheu no campo do parente de Noemi, Boaz. No diálogo com Noemi isso vem á tona: ler Rute 2.19,20, a própria Noemi percebe que Deus age de forma bondosa com elas. Essa continuação da história mostra que Deus não as abandonou!

Resgatador – além disso, a lei dada por Deus previa que um parente próximo casasse com a viúva, para resgatar a honra desta família e prover sustento. A história vai se desenvolvendo de forma que Boaz se mostra como interessado em resgatar Rute, isso implica em casar com Rute. Havia um outro parente mais próximo que primeiro precisa abrir mão, negociação que acontece em Rute 4.

O fim da história, não é apenas o casamento de Rute com Boaz, seu resgatador, mas o sustento dessas duas mulheres. A continuidade da família está garantida com o nascimento de Obede, que vem a ser o avô do rei Davi.

Deus reverteu a história dessas mulheres, e muito mais do que resolver a história de uma geração, foi já introduzir uma nova história, a de Davi. A partir desta linhagem viria futuramente Jesus, onde o resgate é completo.

 

DIÁLOGO: você poderia compartilhar de alguma situação na sua vida em que percebeu que Deus te resgatou?

 

CONCLUSÃO: O final da história, é um sinal claro de que o mesmo Deus que permite aflição, também permite um novo começo! Ou seja, este livro acaba com a falsa ideia de que dificuldades não são oriundas de Deus. Antes, nos apresenta um Deus onipresente, que conduz nossas vidas em meio aos vales e também nas vitórias! Há um convite claro para se persistir com ele, até o final!

 

Por fim, pode-se entrar também na leitura do texto de I Coríntios 9.24-27, sugerindo o apoio mútuo na “Corrida da Fé”.

DIÁLOGO: Estamos resistindo nessa corrida? Como estou sendo auxiliado para persistir?

 

MOTIVE os participantes do seu grupo a:

… lerem em casa o livro de Rute, é um convite a se perceber na íntegra a história do cuidado de Deus com essas mulheres!

… participar dos próximo dois cultos, dias 14 e 21 de agosto, que trarão temáticas esportivas relacionadas à nossa vida de fé!

 

Orem em grupo, pela persistência na fé em meio às dificuldades que cada um está passando!

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