Pequenos grupos – Refeição em família

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Você costuma fazer uma das refeições diárias com sua família? Isto acontece apenas aos finais de semana?

Refeição é lugar de compartilhar nossa vida com o outro. Por isso é um momento tão importante. E por este motivo Jesus foi criticado pelos religiosos de sua época quando teve refeições com aqueles que eram chamados de “pecadores”: como ele podia compartilhar sua vida com essa gente?

Diálogo: você se sentaria à mesa com pessoas como as que Jesus sentou (que não são sua família, seus amigos mais chegados ou pessoas de confiança)?

Normalmente temos receio de compartilhar nossa vida e selecionamos bem as pessoas em que confiaremos – e não há nada de errado nisso. Mas, ao mesmo tempo, se fazemos parte de Cristo e de sua obra, automaticamente nossa vida já está compartilhada com as mais diversas pessoas. E é a Ceia do Senhor que deixa isso claro para nós.

 

O que é a Ceia?

A Ceia é uma refeição comum, mas ao mesmo tempo uma refeição especial. Para compreender melhor o que é esta refeição leia o texto de Mt 26.20-30.

Foi na época da páscoa que Jesus celebrou a ceia com seus discípulos. Na páscoa era comemorada a salvação do povo de Deus e sua saída do Egito, onde eram escravos. Na última praga, no Egito, onde o filho mais velho de cada família seria morto, Deus pede ao seu povo que cada família matasse um cordeiro e passasse o sangue na porta de sua casa e que as famílias entrassem e fizessem uma refeição. Assim, naquela noite, nas casas onde havia sangue nas portas, não houve nenhuma morte (Ex 12.1-30). E, com esse episodio, o povo foi salvo da morte e pôde sair do Egito.

Jesus sabia que esta páscoa seria marcada por um novo significado. Após esta refeição Jesus sai com os discípulos para orar e, na mesma noite ele é entregue por Judas para ser preso, julgado e morto. Foi a refeição de despedida de Jesus. E, diante do que aconteceria, ele afirma que o pão é o seu corpo e o suco da videira é o seu sangue, os quais ele entregaria por nós. Se na antiga aliança um cordeiro precisava entregar sua vida e seu sangue para salvar o povo, agora o próprio Filho de Deus entrega sua vida para nossa salvação. Seu sangue é o sangue da nova aliança e ele é o cordeiro de Deus, o qual tira o pecado do mundo (Jo 1.29).

Diálogo:

– Com quem Jesus celebraria esta refeição hoje?

– Qual a diferença da antiga para a nova aliança?

 

O que significa a Ceia?

Jesus dá um novo significado para esta refeição – ele é o cordeiro que entrega seu corpo e seu sangue por aqueles que estão manchados pelo pecado. E ele quer compartilhar sua vida com todos os pecadores, isto é, com todos os seres humanos – ele quer se sentar a mesa com cada um de nós, embora sejamos pecadores. Por isso a Ceia é uma refeição onde o próprio Deus quer compartilhar sua vida, sua salvação e seu perdão conosco. Ele é quem nos convida para esta refeição.

O que ele oferece é muito mais que pão e vinho. Ele oferece a si mesmo. O pão e o vinho, a partir das palavras de Jesus, são também seu corpo e seu sangue. E o mesmo acontece quando celebramos a Ceia em nossas casas ou em comunidade – mediante as palavras de Jesus o pão e o vinho são também o corpo e o sangue de Jesus. Por isso essa refeição tem um significado mais profundo do que qualquer outra refeição onde compartilhamos nossa vida uns com os outros e saciamos nossa fome. Esta refeição não quer encher nosso estomago ou matar nossa fome, mas quer nos limpar do pecado. E é o próprio Deus quem compartilha sua vida.

Diálogo:

– Assim como nosso pecado é real, também a salvação de Deus é real e concreta. Deus mostra isso nos dando a possibilidade de comer o seu corpo, tomar o seu sangue e sentir o sabor do seu amor. O que a salvação de Deus faz com a culpa que carregamos conosco?

– Você tem carregado culpas contigo? O que você pode fazer com tua culpa e pecado?

 

Quais as implicações de fazer parte da Ceia?

Além de recebermos de Jesus aquilo que ele nos oferece: a sua própria vida. Na ceia nós também entregamos para Deus aquilo que nós podemos oferecer: o nosso pecado. Participar da ceia implica em reconhecer que nós somos pecadores e que não temos nada para oferecer para Deus. Fazer parte desta refeição com Jesus é possível apenas para pecadores.

Mas as implicações da Ceia não dizem respeito apenas ao nosso relacionamento com Deus, elas dizem também respeito ao nosso relacionamento uns com os outros (tanto com aqueles que também creem em Cristo como com aqueles que não creem).

Fazer parte da Ceia significa que reconhecemos que Deus nos dá uma tarefa: convidar mais pessoas para participarem desta refeição e receberem aquilo que Deus nos oferece. m Jesus – aliás, é pelo fato de Jesus sentar-se com pecadores que ele nos chama para esta mesa.

E, com aqueles que participam da ceia, não é apenas a salvação, o perdão e a vida que compartilhamos uns com os outros. Também o pecado e o sofrimento são compartilhados. O meu pecado e o meu sofrimento se tornam também o pecado e o sofrimento do outro – e o pecado e o sofrimento do outro se tornam meus. Por isso fazemos parte de uma grande mesa e de uma grande família onde carregamos uns aos outros, oramos uns pelos outros e nos importamos uns com os outros… e nos importamos com aqueles que não estão sentados nesta mesa e não recebem aquilo que Cristo nos dá. Isto é ser Igreja.

Diálogo:

– Você tem alguém com quem compartilhar teu pecado e o que te faz sofrer? Como os pequenos grupos têm te ajudado a poder compartilhar? Muitas vezes nos esquecemos da importância de ter alguém com quem podemos nos abrir e confessar o nosso pecado.

– Se somos arte de uma mesma família e compartilhamos tudo uns com os outros, que implicações isto tem para nossos relacionamentos e conflitos uns com os outros? Faz sentido participar da Ceia e permanecer em conflito?  

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