O Reencontro com Lázaro

O encontro de Jesus com Lázaro não é um encontro qualquer, mas o encontro de Jesus comum amigo, o qual estava morto a quatro dias. Jesus ressuscita Lázaro – este é relatado como o último milagre de Jesus no livro de João. Leia Jo 11.1-46.

 

A ressurreição não é uma imagem irreal!

Em Jo 11.23 Marta afirma ter compreendido do que Jesus falava: ele fala de uma realidade além da nossa realidade, da ressurreição no último dia. Poderíamos pensar que Marta compreendeu aquilo que Jesus veio anunciar e que esta realidade do Reino de Deus vai além da nossa realidade deste mundo. Mas Jesus mostra que Marta ainda não havia compreendido. A realidade do Reino de Deus nos alcança já neste mundo – a realidade da ressurreição não é apenas uma realidade esperada no futuro, uma dimensão espiritual de vida, mas uma realidade que nos encontra aqui e agora, de maneira concreta.

A fé de Marta, em uma ressurreição no último dia, não a diferenciava de outros judeus de sua época. A pergunta que Jesus faz é muito mais profunda do que crer na ressurreição futura, mas Jesus quer saber se Marta crê que Ele é a ressurreição e a vida e que esta realidade a alcança naquele mesmo momento.

Viver debaixo da graça e na presença de Jesus significa que temos uma esperança para o futuro, mas também temos uma realidade presente já neste mundo. Já é hora de sairmos do túmulo. Lázaro foi chamado para fora, para viver a ressurreição. Também nós somos chamados para viver a ressurreição.

Em Corinto havia também uma má compreensão sobre a ressurreição. Paulo mostra que viver e crer na ressurreição é algo essencial. Se não cremos na ressurreição, então nossa pregação e fé são inúteis. Leia 1Co 15.12-14.

Para diálogo:

Qual impacto tem, em nossa vida, crer que Jesus é a ressurreição? Que diferença faz o fato da ressurreição já nos alcançar concretamente?

Vivemos a realidade da ressurreição ou apenas falamos da ressurreição sem a experimentar concretamente?

 

A imagem da morte nua e crua!

O relato nos mostra a realidade da morte sem fantasias. Mostra que ela nos alcança e nos deixa sem esperança de acordo com a razão e capacidade humana. Maria confessa crer que, se Jesus estivesse presente (v. 32), aquilo não teria acontecido, mas agora era tarde demais. A morte não tem solução – nós não temos solução.

Também quando nós experimentamos a realidade da morte, junto ao túmulo, não resta esperança e palavras não respondem nossas perguntas. Mas é ali, onde palavra humana não tem soluções e respostas, ali o Verbo de Deus, Jesus Cristo, tem a Palavra final.

Jesus encara a morte de seu amigo com irritação por causa da incredulidade das pessoas naquele momento, mas também com tristeza e com pesar. Ele amava seu amigo. Isso provoca reações diferentes nas pessoas. Muitos cristãos pensam que sofrer com a morte é uma declaração de incredulidade, de falta de fé. Mas não é isso que vemos neste relato onde o próprio Filho de Deus sofre a morte de seu amado amigo. Jesus não faz de conta que nada aconteceu.

Lázaro é ressuscitado, mas volta a morrer. O centro deste acontecimento não está na ressurreição de Lázaro, mas no poder de Jesus Cristo para nos dar nova vida e nos arrancar da morte. E assim como foi concreta a ressurreição de Lázaro naquele momento, será concreta a ressurreição no futuro. Assim como a morte é concreta, também a ressurreição o é.

Leia Jo 14.1-4. Lázaro morreu, mas Jesus lhe preparou um lugar na eternidade!

Para diálogo:

Como o cristão pode agir diante da morte?

“Quem não está preparado para morrer não está preparado para viver”- o que você pensa desta afirmação?

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